quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

12 passas.


Tou fodido comigo, tou feliz contigo, meia palavra, meia expressão, tu és meu mano, és minha mana e não me esqueço do que ja fiz por aquele e por ti, a noite chega e toda agente esquece-se da luz, e os amigos não voltam, e vira revolta, é mais uma dama que se vende e depois vêm com a dica que a vida é mesmo assim. Lucidez é zero, debaixo de um sistema que não nos favorece, debaixo de algo que nos tá por cima so por terem mais dinheiro, mais roupa de marca mas la no fundo agente somos maiores que a fama deles. Dou em maluco contigo, aproveito cada minuto e vou directo ao assunto, sou malcriado e digo-te que te amo para caralho, é pouco, mas chega. Eu volto a este diário, streetlife é a minha paranóia, tudo porque cresci á volta de ao que voçes chamam dreads, chungas, whatever, eles ensinaram me e nao é por causa de alguns serem uns merdas, outros viverem do pecádo da sociedade que eu tbm sou como eles, por isso é que os respeito e defendo quando os criticam, "ate pareçe que nao cresci ao lado deles", mas sei me abstrair e tirar partido do que aprendi com esta barbaridade lógica, vou continuar a cumprimentar cada um como se fosse aos 9 anos. Isto é o documentário de quem me crítica ás escondidas por falar em diários de algo que nao vivo (agora), mas ja vivi e sinto e reláto o que vejo hoje. Eu olho para os "pretos" e vejo os pobres com tanta riqueza de coragem em relação a esta sociedade tao branca e tao esqueçida da cor oposta, mas é assim mesmo, para quem é preto, têm que ser duas vezes melhor, mas voçes perguntam, como consegem ser assim? atrazados pela escravidão, pela própria história? Como dizem os Racionais- "ou melhora, ou voçê é o melhor ou o pior duma vez, se voçê vai escolher o que estiver mais perto de voçê, acredite na sua realidade". Os americanos querem fazer o papel de deus mas esqueçem-se que não é com balas que trazem paz, mentalidade nula, esqueçem se da nossa sina, a sina do povo, a sina sem gravátas mentais e luxuozas... por um triz, esses muleques mastigam muita arrogância, olham muito, querem beef, mas eu sou herbivero, reguem-me mas não com essa vossa água benta polúida com religiao, reguem me mas é com underground mas n pensem que têm que entrár em esgostos para ficárem unders, porque é isso que anda a foder a tuga, fakes, bitters, irónicos originais, o pips n tem vocabulario e vai tirar vocabulario ao som pappose... e entretanto «é meia noite débora, e as 12 passas?» Isso agora.

Keffiyeh: Vaidade, Simbolismo ou Apropriação Cultural?




«Nos últimos tempos tenho reparado num "novo" acessório de moda que tem estado a ser introduzido na indumentária e que me parece estar em franca expansão, falo portanto do keffiyeh.
Pessoas de todas as idades, classes sociais, nacionalidades, sexos, de diferentes ideologias e crentes de diversas religiões têm estado a fazer do keffiyeh um artigo aparentemente (ou meramente) decorativo, o que inevitavelmente me trás à memória as imagens estampadas de Che Guevara usadas em t-shirts por gente que não sabe sequer a história do dito.»

Para quem não sabe o Keffiyeh é um símbolo nacional da Palestina e simboliza a resistência política, social e religiosa desse povo contra a opressão, mas é acima de tudo uma peça de vestuário tradicionalmente árabe.

A pergunta que quero lançar é a seguinte: Porque razão está a ser tão usado no ocidente? Porquê agora?
Será que está a ser desprovido de todo e qualquer significado e a ser reduzido a um objecto de estética?
Será que está a ser usado por questões de homenagem e identificação pessoal com a luta que é travada na Palestina?
Será que a sua conotação arábica e o culto cego e ignorante do terrorismo islâmico nas nossas sociedades estão a fazer dele um objecto apropriado para quem quer "chocar" ou "inovar"?
Ou será que é apenas mais uma forma de luta de um colectivo a ser substituída por uma forma hedónico-consumista, narcisista e vaidosa de aparecer perante a sociedade?»

por meth

eu tbm já o usei e mal soube isso, senti-me envergonhádo comigo próprio, mas o que é, foi á 2 anos, mas dá nojo. Completando ainda mais isto que pessoal nao entendeu de todo, eu ainda o tenho ali guardado, e posso o usar muito bem sem preconceito algum pq e proprio tenho esse cultura revolucionária a nivél psicologico.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009


«Os miudos da estação de Leningradsky»

Documentário sobre crianças sem tecto, mas que até preferem a sua vida assim.