segunda-feira, 25 de abril de 2011
muralha?

a morte tem medo de mim, a vida tem inveja, a felicidade tem rancor, o obvio é discreto, o discreto é ciumento, o diferente já pareçe banal, o querido é rude, a cor vermelho que eu detesto pareçe pintar-me por completo, as sombras já não fazem sentido, gritar para quê? o mundo complica, toda as coisas se reunem, mas ninguem se entende, pergunto-me, será assim tao dificil descrever o tão estranho que me sinto? é tao longe, um horizonte tao paralelo ao amor que evaporou, espero que a chuva volte.

goza e vive o aconteçe como se o amanha nao viesse. sou tao egoísta no amor, que nao partilho coraçoes com ninguem, eu já fui tudo, e agora sinto-me "nada", sinto-me sem chama, sem engenho, sem odor, sem tudo o que eu tenho cá dentro quando quero. quero tanto praticar o amor que tenho por ti, alguém me explique, serei assim tao abstracto e esquezito como os quadros de Pallock? peço desculpa, elas evitam-sem mas nao á remédio, é tao feio da minha parte, e tao bonito para o mal, é tao brilhante o mal que eu faço, parabéns, vais á frente, por pouco tempo.
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