segunda-feira, 6 de junho de 2011

5 minutes


para quem nunca vê, nunca sente, nunca pede, nunca escolhe, nunca aponta, nunca reclama, nunca chora, nunca revê, nunca desolha, nunca estranha, nunca entranha, nunca corre, nunca relembra. o mundo está divido, a rotação é de norte a sul, num único dia as estações vão e voltam. a análise está na arte de actualizar o pensamento como se fosse nulo todos os dias, como se eu me conhece a mim pela primeira vez aqui e agora, como se me contasses a mim o que eu fui, e eu te relembrá-se o que sou aqui e agora, como se a velhisse fosse nova e a novidade se torna-se rasca e sem nenhuma supresa, como se a bola nao rola-se com o efeito que sempre pretendi, como se a rede estivesse dois palmos a mais do que escolhi, como se este desabafo fosse desabafado por alguém que já nao sente confiança para confiar em si proprio, como se so o coraçao tivesse coragem para se impôr e continuar a bater, como se este tema passa-se a oposto ao que gosto de chutar, e como se a balizar não servisse para ser defendida, como se o nada fosse tudo, até porque para mim o tudo não passa de temporalidades que nós transformamos ofoscadamente, mas tambem sinceramente em realidades, como se o tipico fosse tipicamente atipico, como se tocásse guitarra como quem toca piano, como se o fábio andré se chamasse fábio junior, como se tivesse nascido ali, e nao aqui, como que o mundo virtual passa-se a real, e a realidade se perdesse no meio das minhas teclas, não falta muito. ufa, como se o mundo fosse a preto e branco, e eu vi-se a cores.

Sem comentários:

Enviar um comentário