e sim, eu vivo ao lado, vidas que passam, que nos são contadas de mentes para o ar. Tranças negras de carvão, as memórias queimam, os ritmos desaparecem, ostras, malditas ostras! Longe daqui, todos temos um segredo guardado, para abrir, ou para o magoar, e sombras, ai essas sombras, de que serve esse teu disfarçe? Será essa mesmo a tua verdadeira sombra? De que serve teres o universo todo teu para vaguear? E para já tens um nome delicado, foi preciso entrar dentro de ti para o escrever, nao é nome de homem, deve ser da cor da cera dos ouvidos, do cheiro de toda a anciã pela morte, mas... mas ele era só mais um, um palmo de cintura irreal, não era de nenhum lugar, ele tinha que andar com uma foto colada na cara, porque ele proprio já não se lembrava de si em frente ao espelho. Dá-me só mais um sinal de ti, da tua imensidão, eu tenho medo do barulho, tenho um andar colegial, toque macio, danço á luz fria do inverno que cobre Portugal. Eu agora não quero escrever mais, mas tu, tu deste-me um tiro á queima-roupa.
Ingrid Rodrigues
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