sábado, 7 de julho de 2012

não precisamos de morrer para dár valor á vida. no limbo, olhem para corações, esqueçam revoluções, porque nada dura sempre, nem o fruto, nem a semente, luta pela tua felicidade, em constante mutação, finda a sina, o teu amor é uma ilusão, tenta agarrá-lo e sente a escapar-se das mãos. daqui não levo nada, apenas as trapalhiçes de miúdo que se perpetuam pela chuva da primavera. o vermelho é intenso entre o preto e o branco, o mal não é teu, é de toda a nação, para todos que estão com jah, fiquem na igreja á espera da vossa campa, á espera de darem todo o dinheiro maldito, espera até o mundo se livrar de ti, vais esperando, até as luzes da cidade brilharem bem longe. Toda a gente a fazer isso, sustenta o teu progresso com a minha penúria, morrerás se duvidares da minha existência, o diabo é obstinado, agora decide, entre o mal e o bem, onde até a esperança se esconde sobre o sol que nos criou.

Ernesto Apurinã

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