tudo se transforma. admito que se soubesse que iria ser assim, teria te agarrado mais um segundo. admito que me fiz de orgulhosa, teimosa e tranquila naquele dia, não sei, mas fiz me transparecer "algo", que não sou eu. e só há momentos, do nada, aconteceu o que não me acontecera á muito e muito tempo. não percebo, de madrugada lembrar-me de quem por momentos posso ser, no que posso pensar, lembrar-me, talvez do que não devo, lembrar-me não apenas por lembrar, enfim, lembrei-me e tudo desabafou, de tudo lembrei-me, de momentos de teimosia, de momentos amorosos, de momentos quentes. também existiram momentos frios, que frio que se sucedeu no desfecho, não tenho pena de mim.
Migalhas de mim me fazem olhar para ti, como se no carro, estivesses novamente a dormir, como se o vento desaparecesse perante tudo e todos, e eu te pedisse uma nova ventoinha, como se o pedido do meu casaco roto fosse o rasgar do principio do fim. Eu tenho medo de não te voltar a ver, tenho medo que tudo se vá, e que tudo venha, mas venha partido a meio, venha de pernas para o ar, no meio disto eu penso, observo e escuto o borbulhar do clima de inverno, das mãos frias de baixo da blusa, dos olhares refrescantes, dos teus lábios quentes, do teu cabelo, e do teu cabelo eu não falo, porque sempre daquele jeito simples, enfim. quero me sentir novamente no meu mundo, mas esqueço-me que num mundo novo já me coloquei & dele não quero sair.
Ingrid R

OI
ResponderEliminar